Páginas

quarta-feira, 29 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

[.a mídia e a doação de órgãos.]

Quando a mídia aparece com alguma reportagem sobre doação de órgãos, aumenta o número de doadores.Como no caso de Eloá, que foi morta pelo ex-namorado, em um caso triste em SP.Sua mãe decidiu doar todos os seus órgãos e teve outra avalanche de outros doadores.

Agora no quadro "Transplante: O dom da Vida", mais uma vez muita divulgação e histórias de vida, marcantes.No quadro conhecemos pessoas que contam os dias, as horas e os minutos à espera de uma notícia que pode significar a diferença entre a vida e a morte, são histórias que podem acontecer com qualquer um, pois qualquer um pode estar do lado de cá.

Espero que esta matéria seja o impulso que faltava para concientização das pessoas à respeito da doação de órgãos.

Tem muita gente morrendo nas filas à espera de um órgão...

[.pensamentos.]

A viagem foi ótima.Crianças alegram nossas vidas de uma maneira absoluta e sincera.Pensei muito sobre muita coisa...cheguei à uma única conclusão:

"Se você tem um bom motivo para viver, não importa como você vive"

sexta-feira, 17 de abril de 2009

[.hemodiálise em trânsito.]

Estou querendo passar uns dias em Rio Verde, onde morava antes de vir para Goiânia.Minhas irmãs e irmão moram lá e de repente bateu uma saudade imensa daquela convivência diária que tínhamos antes da mudança.

Mudamos para cá por causa do meu tratamento.Eu precisava correr atrás de um transplante. Meu pai, minha mãe e indiretamente meus irmãos, mudaram suas vidas em nome da minha...

...

Terei que fazer "hemodiálise em trânsito"...
Hemodiálise em trânsito é quando precisamos (nós, renais) viajar.Não dá para faltar nem um dia à hemodiálise, então marcamos com antecedência, na clínica de Hemodiálise da cidade onde precisamos ir. As vezes é necessário marcar com meses de antecedência uma sessão. Principamente se for pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Portanto se você precisar viajar, peça à assistente social da sua clínica para agendar tudo com a clínica da cidade que deseja ir.Não esqueça de avisar pelo menos um mês antes.

Quanto a minha viagem de amanhã...não sei se realmente ficarei por lá todo o tempo que planejei.Uma semana longe de casa, da minha rotina é tempo demais para mim.

Mas estou precisando sair um pouco de casa...e minha diálise já está agendada.

terça-feira, 14 de abril de 2009

[.deliberações.]


Alguns comentários tirados da comunidade hemodiálise, do Orkut, à respeito da reportagem que passou no Fantástico dia 11/04/09, sobre Doação de òrgãos, do Dr. Dráuzio Varella.



http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,JOR264-15607,00.html


"Na minha opinião a falta de conhecimento dos estudantes/formandos que estão saindo de uma faculdade hj é desanimador.As notícias de reprovação em provas específicas.E na área da medicina isso é mais desanimador ainda, por que é a nossa vida que está em risco.
Pena...espero que as próximas matérias sejam mais positivas!!"
Luciana Sielskis.


"Ai pessoal, venho desabafar, q bosta além de não ter doação de orgãos ainda colocam na TV médicos falando q não sabem diagnosticar morte encefálica, é a vitória da incompetencia e do descaso q nós sofremos, tomara q as outras partes da reportagem nos ajudem mais q ess."
Zilda.

"Só deu pra ficar mais revoltada , e bateu uma sensação de impotência.Fico admirada qd vejo a grandeza de outras lutas tão menos importantes como esta, ganharem status, como por ex os Gays, que conquistaram até um dia para comemoração e reunem milhões de pessoas nas ruas , e a saúde pública cada dia mais lixo,desculpem to revoltada, sem preconceitos..............é só um exemplo de luta por um objetivo q deu certo."
Lucélia.

"Pelo menos escancarou para o País uma realidade que precisa ser mudada. Principalmente se queremos realmente dar uma sobrevida de qualidade às dezenas de milhares que esperam por esta chance.
Tenho minhas dúvidas se isto pode trazer algo de positivo para quem está em uma fila de transplante, ou para o familiar que está com um ente querido numa UTI, aferrando-se a qualquer fiapo de esperança, e tem que decidir sobre doação sem poder confiar plenamente no diagnóstico médico.
Foi impressionante a demonstração de despreparo para cuidar da situação com a agilidade exigida.
Espero muito que esta matéria traga reações positivas, de enfrentamento do problema, mas, assim como os colegas acima, não posso deixar de expressar minha preocupação de que isto acabe apenas resultando em um arrefecimento na disposição de possíveis doadores em autorizar este procedimento, tão necessário a tanta gente."
George.

"Ainda bem que troquei de canal..hahaha...parece que tava adivinhando.....Como disse uma eternidade de tempo atrás : Desse pais não espero mais nada."
André.

domingo, 12 de abril de 2009

[Transplante - o Dom da Vida]

Por Dráuzio Varella.

Por 6 meses, dois brasileiros gravaram diários na fila de espera por doação

O médico Drauzio Varella retorna ao programa Fantástico neste domingo (12), na Globo, à frente de nova uma série. O quadro “Transplante, o Dom da Vida” acompanhará a história de um homem e uma mulher que estão na fila de espera para receber, respectivamente, um novo coração e um transplante de pulmão. Durante seis meses, os dois gravaram um diário utilizando câmeras do programa. A série busca dar espaço tanto para o ponto de vista dos pacientes, quanto o de suas famílias e do médico.

Além da participação de ambos pacientes, Varella trabalhou no tema por mais de um ano e realizou viagens ao exterior para registrar como funciona o sistema de transplantes em diferentes países. O médico e a equipe do Fantástico estiveram na Espanha, onde o governo conseguiu reformular de forma bem-sucedida o processo de atendimento aos pacientes que precisam de doações. Nos Estados Unidos, eles foram a Cleveland, afim de mostrar tecnologias de ponta desta área da medicina. Recordista em números de transplantes no mundo, a China é outro país que faz parte do roteiro do programa. Lá, Varella e um cinegrafista acompanharam um transplante de fígado intervivos - o primeiro gravado por uma televisão no local.

Em São Paulo, estado que mais realiza transplantes, uma pesquisa local apurou que 70% das pessoas abordadas dizem que são doadoras de órgãos. No novo quadro, Varella procura debater os motivos pelos quais os pacientes ainda enfrentam filas de espera e por que o país registra uma média de 40 mil mortes por ano por falta de órgãos.
do site globo.com


...Podiam ter me filmado também,
..à espera de um rim!
.Estaremos de olho, por que esta reportagem é Fantástica!!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

[Gravidez na Hemodiálise]

Embora rara,a gravidez é possível em mulheres em tratamento dialítico.O diagnóstico de gravidez em uma paciente renal é dificultado pelo fato de habitualmente apresentarem valores elevados do hormônio beta-hCG.Apesar da melhoria no tratamento dialítico, ainda existe o elevado risco de hipertensão arterial, contribuindo para elevados números de partos prematuros.Estudos recentes apontam para uma idade gestacional média de apenas 30,5 semanas. Conversei com o Dr. César Centofanti, nefrologista formado pela UFG - Goiânia especialista em Hemodiálise.


VR - É frequente a gravidez em mulheres que estão em tratamento dialítico?
CC - A gravidez entre pacientes em tratamento dialítico não é freqüente. Ocorrem várias alterações hormonais, tanto com as mulheres como com os homens em estágio avançado da doença renal, que implicam em redução da fertilidade.Para a mulher isso se manifesta na irregularidade ou até mesmo na falta da menstruação.

VR - Quais são os riscos para paciente?
CC - Os riscos para a paciente são mais relacionados às doenças associadas que ela apresente como diabete, insuficiência cardíaca, e outras. A gravidez pode causar a descompensação destes quadros. Contudo, a condução adequada pelo médico assistente e a adesão da paciente ao tratamento podem fazer com que esta fase passe sem maiores tropeços, como qualquer gravidez.

VR - Quais são os riscos para a criança?
CC - Os maiores riscos no processo envolvem justamente o feto. Como os níveis de uréia elevados da mãe são intoleráveis para ele, a grande maioria dos casos resulta em aborto espontâneo.Geralmente a paciente nem mesmo toma consciência da gravidez.

VR - O que muda na sessão de hemodiálise durante a gravidez?
CC - Na tentativa de tornar o ambiente mais tolerável para o feto, vários esquemas foram tentados em todo o mundo. Atualmente, o que conta com maior aceitação, com aumento considerável de gestações bem sucedidas, é o de sessões diárias durante a gravidez. Ou seja, a paciente passa a receber 6 sessões semanais de hemodiálise, mantendo o horário habitual (4 horas de sessão).

VR - E para terminar, quais os cuidados que a paciente deve tomar durante este período?
CC - Alem da mudança do esquema de hemodiálise, o trabalho em conjunto do nefrologista, do obstetra e da nutricionista é de extrema importância no sucesso da gravidez. Assim, seguir com rigor as recomendações, que não são poucas, é indispensável. As consultas do pré-natal ocorrem em intervalo reduzido, para constante avaliação do desenvolvimento fetal. A quantidade e qualidade da alimentação são verificadas constantemente, lembrando que o que chega até o bebê é o que a mãe come.Contudo, nesta situação quaisquer excessos podem ser prejudiciais para ambos.

Athina Souza, aposentada e estudante do 6 ° período do curso de Direito, faz hemodiálise há dez anos e há dois engravidou. Athina disse que quando descobriu que estava grávida, de doze semanas, teve um misto de alegria e preocupação. Por ser totalmente contra o aborto, ela disse que nem se os médicos mandassem, ela faria. Estava feliz demais com a gravidez, mesmo não tendo sido planejada. Como ela tinha que dialisar todos os dias, acabava sacrificando demais o acesso, então os médicos liberaram para que ela fizesse apenas 5 dias na semana, com oxigênio durante 03 horas. Apesar de tanta felicidade, ela disse que não pôde curtir a gravidez como as outras mães, pois o cuidado é dobrado. ”Fui diversas vezes parar na emergência do hospital”, diz ela. O bebê nasceu com 06 meses de gestação com 633 gramas, uma menina. Mas infelizmente ela não sobreviveu. “Nem o fato de perder o rim, e voltar para hemodiálise me fez tão triste quanto à perda da minha filhinha.” disse. Apesar de ser uma gravidez de alto risco, Athina disse que faria tudo de novo, não para substituir sua filha, mas pela majestade de ser mãe.

Andréia Patrícia, 35 anos e em tratamento dialítico há sete, teve uma surpresa maravilhosa em 2005, quando descobriu que estava grávida de três meses. Andréia disse que durante a gravidez ficou muito sensível e que chorava por qualquer motivo. Assim como Athina, também decidiu levar a gravidez adiante, mesmo contra a vontade dos médicos que a acompanhavam.Teve que lutar contra o preconceito das pessoas que diziam a todo instante que era louca e incapaz de cuidar de uma criança, se referindo á doença renal. Andréia disse que teve uma gravidez tranquila e sem nenhuma intercorrência mais grave.Teve o bebê com seis meses de gestação, com parto normal e tiveram, mãe e filha, uma recuperação surpreendente.Depois de 21 dias já estavam em casa.

“Ana Luiza é um tabu quebrado, um preconceito vencido.É minha vitória espelhada em um ser vivo. Em cada pequeno gesto me prova que estou viva e sou importante para alguém. Que sou capaz, necessária e única. Depois de muito tempo de hemo, deixamos de acreditar em nós mesmos, achamos que ninguém precisa de uma pessoa doente e que somos um peso para nossa família. Mas hoje, depois dessa experiência me sinto mais forte para enfrentar o tratamento e tudo que ele acarreta. Pois sei que tenho pessoas que me esperam em casa, ansiosas para me ver bem.” disse Andréia.