- CINACALCET - MIMPARA
Foi apresentado durante o XXV Congresso de Nefrologia, em Vitória, ES, uma nova opção de tratamento para pacientes renais crônicos. Trata-se de Mimpara (cloridrato de cinacalcete), medicamento que inaugura a classe dos calcimiméticos, produtos de última geração para a prevenção e controle do hiperparatireoidismo secundário (HPTS), doença que afeta 45% dos pacientes em diálise no Brasil e mostra alto índice de mortalidade.
“O paciente que sofre de doença
renal crônica tem grandes chances de evoluir, ao longo dos anos, para o
HTPS, uma doença grave e sem cura, que ocorre quando há um desequilíbrio
no metabolismo ósseo e mineral do organismo, decorrente de vários
fatores, como tempo de doença renal, o controle inadequado de alterações
que a falta dor rins acarreta, o acúmulo de fósforo, a baixa de cálcio e
a deficiência de vitamina D, explica o dr. Aluízio Carvalho,
nefrologista da UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo.
De
acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SNB), mais de 77 mil
pacientes fazem diálise no País e cerca de 27 mil novos casos de
insuficiência renal crônica são registrados a cada ano - números que
colocam a doença como um dos mais importantes problemas de saúde pública
no Brasil. A grande preocupação é que 50% destes pacientes acabam
morrendo em um período de até cinco anos, a partir do início da diálise,
por problemas cardiovasculares decorrentes do HPTS, doença grave e
progressiva que ocasiona a calcificação de órgãos, tecidos e vasos
sanguíneos.
Segundo o
especialista, mesmo fazendo a diálise, responsável pela função mecânica
dos rins, os pacientes não conseguem controlar os níveis do hormônio PTH
(paratormônio), cálcio e fósforo, presentes no sangue. “O descontrole
contínuo destes parâmetros tem como consequência o desenvolvimento de
outras doenças, como o HPTS”, destaca o médico.
Mimpara,
cuja comercialização no Brasil está prevista para começar até o final
deste ano, é o único medicamento capaz de controlar simultaneamente
todos os fatores bioquímicos (PTH, Ca, P e Ca x P) que regulam o
metabolismo ósseo e mineral, evitando o desenvolvimento de complicações
que comprometem o sistema cardiovascular nos pacientes renais crônicos
em diálise.
A pesquisa
de desenvolvimento e elaboração de Mimpara foi realizada nos Estados
Unidos pelo Laboratório Amgen Inc. Trata-se de um medicamento
desenvolvido a partir da clonagem do receptor sensível ao cálcio da
paratireóide (CaR), para o controle do HPTS.
Benefícios para os pacientes
O ganho em qualidade de vida para os pacientes renais crônicos em diálise é o principal benefício proporcionado pelo novo medicamento. Mimpara diminui as dores ósseas, os índices de calcificação de vasos e artérias, reduzindo, assim, o risco de mortalidade por doença cardiovascular. Além disso, o tratamento com Mimpara também promove a regressão da deformidade de tecidos, reduz o risco de fraturas, internações hospitalares e cirurgias de paratireóide. Por ser administrado via oral (um comprimido por dia), também facilita a adesão ao tratamento. O paciente pode usar Mimpara independentemente do tipo de terapia adotada para tratar a doença renal crônica.
O ganho em qualidade de vida para os pacientes renais crônicos em diálise é o principal benefício proporcionado pelo novo medicamento. Mimpara diminui as dores ósseas, os índices de calcificação de vasos e artérias, reduzindo, assim, o risco de mortalidade por doença cardiovascular. Além disso, o tratamento com Mimpara também promove a regressão da deformidade de tecidos, reduz o risco de fraturas, internações hospitalares e cirurgias de paratireóide. Por ser administrado via oral (um comprimido por dia), também facilita a adesão ao tratamento. O paciente pode usar Mimpara independentemente do tipo de terapia adotada para tratar a doença renal crônica.
Mimpara
já foi aprovado pela principal agência reguladora de medicamentos na
Europa, EMEA (European Medicines Agency), nos Estados Unidos, pelo FDA
(Food and Drug Administration), e no Brasil, pela Anvisa (Agência
Nacional de Vigilância Sanitária).
Diversos
estudos clínicos realizados comprovaram a eficácia clínica e a
segurança do uso do produto. O alcance do nível sérico, alvo de PTH,
ocorreu em mais de 50% dos pacientes que utilizaram cloridrato de
cinacalcete, em comparação ao grupo que recebeu somente o
tratamento-padrão.
Será necessário uma AÇÃO CIVIL PÚBLICA, para que o estado forneça esse novo medicamento para todos os pacientes que estiverem dentro do protocolo de uso.
Será necessário uma AÇÃO CIVIL PÚBLICA, para que o estado forneça esse novo medicamento para todos os pacientes que estiverem dentro do protocolo de uso.
O PTH deve estar acima de 300 e o cálcio acima de
8.5.


